18/04/2016

(Coisas de Seriador) Receber spoilers e suas motivações sem sentido

Quando não é resenha, gosto de começar com um "olá, gente", mas hoje é dia de desabafo, então vou deixar dois "ois"

Oi n° 1: Oi, gente. Hoje vamos nos abraçar para falar de um sofrimento que temos em comum: lidar com spoilers e pessoas que dão spoilers.

Oi n° 2: nhaí, vacilão. Tá feliz poluindo a internet com spoiler? Reponde, cadê a tua voz?!

Uma coisa que me deixa realmente chateada é spoiler. Quando é um amigo, em uma conversa real, fica bem mais fácil impedir o spoiler, entretanto quando estamos nessa coisa linda chamada internet, o lance é bem mais difícil. A ideia para essa publicação, para se ter uma noção, surgiu logo quando a parte b da 6° temporada de The Walking Dead foi lançada. Fui bombardeada por spoilers nas redes sociais, principalmente o Facebook

Irei reunir, nessa publicação, as explicações mais frequentes que as pessoas dão quando são perguntadas sobre o motivo de jogarem esses spoilers na nossa cara. E é claro que eu não vou simplesmente mostrar essas explicações, vou dizer os motivos delas serem sem sentido.  



Foi bem difícil, mas consegui


Pedi a ajuda de alguns gifs (essas imagens que se mexem) para mostrar a minha reação, diante de explicações tão sem noção. Bora lá.

"Não é spoiler, porque já passou na tv "


Sim, é spoiler. Não é só porque passou na tv que todo mundo tenha tempo e disponibilidade para assistir. Tem gente tipo eu que gosta de acumular os episódios de algumas séries para fazer maratona depois. Tem gente que trabalha ou estuda e, portanto, não tem tempo para assistir ao novo episódio que foi lançado. Tem gente que nem tem tv por assinatura ou netflix tipo eu, daí só depende da internet para assistir séries.


"Esse gif tem spoiler, mas vou compartilhar. Sinalizo spoiler na descrição do gif."


Adèle Exarchopoulos representou exatamente minha reação ao ver um gif com spoiler no facebook ou qualquer outra rede social.

Como explicar o óbvio? Migo, o que vemos primeiro em uma publicação do Facebook: a descrição ou a imagem? Baseada em minha experiência, posso afirmar que nossa visão sempre é atraída primeiramente para a imagem, principalmente quando se trata de gifs, pois ela pulsa diante de nós. Depois, vamos ler a legenda/descrição. Tomem como exemplo essa publicação. O que você olham primeiro: o meu texto ou esse monte de gif que eu coloquei? Hum? Responde aí, bando de vacilão que fica compartilhando gif com spoiler! Cadê a voz de vocês?! 

"Se eu sinalizar spoiler na minha resenha, quem quer ver a série não irá lê-la. Não posso perder essa visualização e, talvez, um futuro comentário"


Depois dessa, sei que muitos perderam a esperança na humanidade. Sim, essa é a explicação de alguns blogueiros. Vamos por parte. Uma pessoa que vai ler a sua resenha, possivelmente, vai desconfiar que leu um spoiler, daí nuuuuunca mais vai visitar seu blog. Esse é o seu final feliz. 

Não gostou desse the end? Beleza, eu posso te dar uma luz então. Faz um seguinte ó: quando for escrever a sua publicação, não precisa fazer um resumo da história, a pessoa do outro lado da telinha que saber o que você achou da série (ou qualquer coisa que for resenhar). Dá só uma ideia do enredo da série. Para simplificar não fale coisas que se afastam muito do que está na sinopse. 

Ah, tem uma outra dica mara: faça a primeira metade da resenha sem spoiler e a outra com spoiler, daí você ganha a visualização e talvez o comentário, mas não se esqueça de avisar quando os spoilers irão começar, tá? Coloque em fonte grande e com uma cor bem chamativa ou use uma imagem. Beleza? Beleza. Siga sempre o conselho da Inês em seu blog e na vida: 


"Não sei lidar com essa vontade incontrolável, preciso conversar com alguém sobre esse episódio amaizing, mesmo a pessoa não tendo assistido ainda"

Migo, eu sei como é isso. Começar a assistir uma série com alguém ou ter aquele amigo que sempre conversa com você sobre o novo episódio, daí ele inventa de acumular os episódios para assistir depois ou qualquer outra coisa. Sei como é assistir aquele episódio foda, daí não ter ninguém para conversar... Eu te entendo, vem aqui, me dá um abraço.

Eu entendo esse sentimento, mas não dá spoiler. Convença a pessoa a assistir logo o episódio. Em casos mais extremos, amarre a pessoa em frente ao computador, dê o play e só a tire de lá quando o episódio acabar. Deixa a pessoa assistir até os créditos, pra vê se traumatiza e para de atrasar a série que você estão assistindo juntas. 

Desconsidere o último conselho, não quero a polícia batendo na minha porta, alegando que estou incitando a violência. Ah, foda-se.

"A rede social é minha, eu posto o que eu quiser."


            

A CONTA na rede social até pode até ser sua, mas a partir do momento que somos amigos lá, você invade o meu espaço, sem pedir licença. 

Cara, eu tô ouvindo algum vacilão aí dizer: "me bloqueia, uai". Minha resposta: "eu posso até te bloquear ou bloquear suas publicações na minha timeline, mas antes disso, já vou ter visto/lido seu spoiler". 

  

Gente, acho que, com essa minha publicação, deu para entender que temos um enorme probleminha (#ParodindoAJoutJout). Precisamos de uma solução. Qual a solução?


Matar a pessoa? 

Se vingar da pessoa que deu spoiler dando outro spoiler? 

Mostrar como a taxa de mortalidade dos unicórnios cresce a cada spoiler dado?

Mostrar o dedo do meio com classe?

Mostrar o dedo do meio fingindo passar batom? 

Mostrar o dedo do meio dançando?

Mostrar o dedo do meio fazendo mágica?

Mostrar o dedo do meio de forma retardada como o Senhor Bean?


Sim!
Quer dizer...
NÃO.

Gente, não existe uma solução mágica para esse problema. Se cada pessoa se conscientizar que spoiler pertence ao lado negro da força, creio que ninguém vai sair compartilhando eles pelas redes sociais. Então, você que está lendo essa publicação: pare de compartilhar imagens com spoiler e, se for compartihar algum texto com spoiler, por favor, sinalize, em letras MAIÚSCULAS que se trata de um spoiler. Viu na página daquele seriado uma imagem mara, mas que contem spoiler? Por favor, não compartilhe, deixa ela lá. Pareceu proposta de intervenção da prova do ENEM, né?

Se tudo o que falei até agora não lhe fez reavaliar suas atitudes nas redes sociais, vou apelar, é o jeito. Aliás, eu já tinha apelado antes, no twitter:




Se unicórnios não estão resolvendo, vou para o plano B: bebês. A cada spoiler que você dá ou compartilha (sem sinalizar ou em uma imagem/gif) um bebê começa a chorar. Melhor: um bebê chora e um unicórnio com crista de arco-íris morre.

Por último, vou deixar aqui um vídeo hilário protagonizado pelo Marcelo Adnet para o programa Tá no ar: A TV na TV que fala justamente sobre o assunto dessa publicação: SPOILER.


Preciso me vingar de quem deu spoiler de The Walking Dead: O Chaves é o Chapolin, seus piranhos!  

17/04/2016

(Primeiras Impressões) Ele não é isso - Rodrigo Moreira



Uma obra que, com certeza, superou minhas expectativas. O autor Rodrigo Moreira me enviou as primeiras páginas do seu livro para que eu as lesse e publicasse minhas primeiras impressões sobre elas. Portanto, o que irei escrever aqui será baseado no prólogo e no primeiro capítulo do livro, que constituem as primeiras 53 páginas do livro.

Antes de o livro começar, a editora avisa que em alguns momentos optou-se por manter uma linguagem mais espontânea e que, se fosse feita a revisão, a verossimilhança poderia ter sido afetada. Aviso dado, parto para a leitura do prólogo. O que li na sinopse é que o universo do livro é pós-apocalíptico. Comecei a ler sem qualquer preparo para o que viria, não tinha criado nenhuma hipótese para o que tinha tornado a terra praticamente desabitada. Por isso, digo que superou todas as minhas expectativas. 

No prólogo, acompanhamos o relato de um áudio encontrado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Três médicos estão presos no instituto, sendo que um está ferido, eles estão documentando tudo o que sabem sobre uma nova infecção. Depois, acompanhamos a exibição do último telejornal exibido antes das redes de energia cair, no Acre. Em seguida temos a visão do que ocorre no turbulento voo do Boeing 777-300 da empresa American Air-lines, nos Estados Unidos. Logo após, temos a narração da gravação em vídeo encontrada na Fazenda Carcosa, em São Paulo. Resumindo o que ocorre nesses cenários: sangue e morte.

Até então, o autor não deixou tão claro o que é e como se manifesta essa nova infecção, só sabemos que ela é algo altamente prejudicial ao ser humano. Tenho os meus palpites, mas não vou falá-los, afinal o autor pode me surpreender bastante no decorrer da obra. 

Terminado o prólogo, caímos de paraquedas no primeiro capítulo. Demoro algumas linhas para compreender que agora entramos em um novo contexto. Conhecemos Matias, um viúvo, pai de um menino de dois anos. Seu passado é extremamente triste, eu mesma me peguei soltando uma lágrima assim que o personagem entrou no flashback. Enquanto trabalha como supervisor de call center, deixa seu filho com Celina, professora aposentada com uma história de superação bem tocante e um amor secreto.

Nas páginas iniciais, o que temos é, basicamente, a apresentação dos personagens, que inclusive foi feita com maestria, consegui traçar um perfil dos personagens e já me afeiçoei a eles também. A escrita do autor é bem simples, sem rebuscamentos e, quando me dei conta, já estava no fim da degustação. Aí fica a minha curiosidade: como um pai solteiro, uma professora aposentada e um menino com dois anos de idade irão parar no apocalipse total da terra? 

Minhas expectativas estão lá em cima, sinto que vou gostar bastante do desenrolar dessa história. Espero ter a oportunidade de ler a obra na íntegra em breve. 

Você pode comprar o seu exemplar no SITE da editora Arwen. Rodrigo Moreira, muito obrigada por enviar as primeiras páginas do seu livro, se sua intenção foi aguçar a minha curiosidade, saiba que conseguiu. 

Um abraço a todos e desculpa a falta de posts, estava em semana de prova na minha faculdade (o bagulho lá é doido rs). 

FICHA TÉCNICA
Sinopse: Em pleno marco zero de São Paulo e escondida entre as paredes do edifício Nazareth, uma história, que antes fora de amor, vai se tornar sofrimento, tortura e medo. Em uma noite tranquila, Matias e sua esposa, Felícia, grávida de 6 meses, são atacados por um cão. Para ele, havia sido apenas um susto. Para ela, uma dolorida, mas curável, ferida na perna. No entanto, a ignorante certeza de que tudo acabará bem, desprezando a necessidade de cuidados médicos, causará sérias consequências. O que tal negligência ocasionará às vidas dessa família? Que destino um simples acidente revelará para o mundo? Matias, enclausurado em seu apartamento com seu filho, Júnior, viverá momentos tenebrosos e sombrios que mudarão para sempre a sua história e das pessoas à sua volta. Um pai, um filho e um destino amedrontador.
Uma história de terror, drama? Quem sabe! Pode-se dizer que este é, apenas, um relato sobre um ser que, há muito tempo, deixou de viver, mesmo que a função fisiológica denominada respirar diga o contrário.

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Título: Ele não é isso
Autora: Rodrigo Moreira
263 páginas
Editora: Arwen
Ano: 2016
Gênero: Terror / Ficção


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