23/10/2015

(Resenha) A Primeira Carta - Erivaldo Manoel


Wendel Stuart, com seus 15 anos de idade, recebe um convite para ser ajudante S.O.S. na África, a intenção era ficar apenas 1 mês lá, mas nada é como o planejado. Passam-se cinco anos sem que Dill Vorantin, seu amor de infância, tenha alguma notícia dele, até que ela recebe uma carta, a primeira carta. Paralelo ao romance, tem um suspense policial, para dar uma eletrizada na história. O mistério está em volta da morte de Miranda, mãe de Katrina e William, amigos de infância dos protagonistas. 

Escrito em primeira pessoa, a partir do capítulo dois (página 18), mergulhamos em um longo flashback, mergulhamos nas memórias de Dill. Ao longo dessa retrospectiva, nos é apresentado como esse romance surgiu, como ele se desenvolveu ao longo dos anos e como, diante de situações difíceis, a protagonista amadureceu. Quando comecei a ler o flashback, pensei que só alguns capítulos seriam destinados para essa retrospectiva, mas estava completamente enganada. 

A retrospectiva vai desde a infância dos dois, passando pela pré-adolescência, adolescência e chegando à juventude. Amei a sensação de ser levada para a pré-adolescência... O caderno com cheiro de moranguinho, amores eternos que não duram uma semana e etc. Tendo a idade dos personagens como base, classificaria A Primeira Carta como um livro teen, no entanto a história é madura demais para ter essa classificação, ela vai além de um romance adolescente. Teen, infantil, adulto: rótulos. O que temos aqui é uma bela história e ponto final.

Dill é só uma garota sem muitas preocupações com a vida, mas ao longo da história ela amadurece de uma forma impressionante. Todo esse processo começa com a morte do pai, que desestabiliza a mãe, uma mulher bem infantil (infantil mesmo), mas que também irá crescer, irá aprender a ser adulta com a própria filha. A protagonista passa por uma fase bem dark, sombria mesmo, comete erros bem idiotas, só que ela não fica presa em seu quarto, lamentando o que fez, Dill aprende com seus erros e dá a volta por cima. Amei essa personagem, ela é forte e possui uma coragem que eu nunca teria, às vezes, essa coragem faz com que ela cometa erros, pois ela não pensa muito nos “e se”. “E se der errado?”, “E se eu estiver fazendo uma burrada?”. Ter coragem é uma coisa boa, mas coragem aliada ao bom senso é uma coisa melhor ainda. Apeguei-me a todos os personagens, não só a Dill, todos são bem trabalhados e explorados. Amei os avôs da Dill, elas são tão "cabeça aberta"...

A escrita do Erivaldo tem uma poeticidade, sem parecer algo forçado. A beleza das palavras faz parte da história, dos personagens. Durante a leitura desse livro, minha melhor amiga fez aniversário, dei uma carta enorme a ela como presente, coloquei diversas frases dessa obra nela, por isso A Primeira Carta é, agora, um livro especial para mim.

Mesmo estando muito preocupada com as provas da faculdade, consegui mergulhar na história, esquecer de tudo. O autor conseguiu me envolver logo no início do livro, com suas palavras carregadas de poesia. Por alguns dias A Primeira Carta foi minha válvula de escape.

Via a capa desse livro só pelo computador e achava linda, porém quando vi pessoalmente, achei mais linda ainda. A capa “casa” perfeitamente com a história, dou meus parabéns ao responsável pela capa. Ah, as folhas são amarelinhas, do jeito que nós, leitores, amamos. Há alguns desvios gramaticais e erros de digitações, nada que prejudique o entendimento da obra. Não gostei do longo espaço usado para separar os parágrafos, ficou visualmente feio. Outra coisa que não me agradou foi os nomes e sobrenomes dos personagens. Eles são estrangeirados demais para pessoas que moram em Santa Luzia (São Paulo) foi pouco verossímil. 

A primeira coisa que falei quando terminei esse livro foi: “Meu Deus, isso é tão lindo”. Não vou mentir, Erivaldo me fez suar pelos olhos com essa história. 

Um abraço e leiam A Primeira Carta. Até outra hora! 

FICHA TÉCNICA
Sinopse: Dill Vorantin, é da cidade de Santa Luzia, localizada em São Paulo, filha de Aranne Vorantin e Viatri Vorantin. Aprender a superar desafios é um dos pontos chave do enredo, onde o amor (das diversas formas) mostra que é força inquestionável para superar as barreiras do impossível, o que move Dill a continuar seguindo seus objetivos, ainda que muitas correntes opostas se ergam contra seu sucesso. A paixão, a fé e a esperança em reencontrar o amado Wendel Stuart, guiará a jovem através das surpresas da vida, ajudando-a em seu amadurecimento como pessoa, filha, neta e mulher apaixonada. A história visa mostrar ao leitor possibilidades de se ter otimismo diante de situações desesperadoras e um olhar para os problemas enfrentados na vida, através de sentimentos escondidos nas coisas mais simples e não percebidas no dia-a-dia. Paralelo ao romance, também temos certo suspense policial diante as investigações do detetive Stevens sobre o assassinato de Miranda Sevan, mãe dos amigos próximos de Dill Vorantin – William e Katrina. Viva a expectativa de amar, apaixonar-se, confundir-se e por vezes perder-se no universo, onde palavras são insuficientes para descrever o sentimento mais confuso e complexo de todos os humanos. O amor.

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Título: A Primeira Carta
Subtítulo: Amar por paixão, é ilusão
Autor:  Erivaldo Manoel
225 páginas
Editora: O Tordo Editorial
ISBN: 978-85-68920-00-8
Edição: 1
Ano: 2015
Gênero: Romance/Drama
Compre: O Tordo Editorial (Site da editora)


ERIVALDO MANOEL nasceu na cidade de Mauá, estado de São Paulo, no ano de 1992. Atualmente estuda pedagogia na faculdade UNIESP/FAMA. Passou por várias provas em sua vida, entretanto, segundo próprio autor, a que mais lhe causa orgulho em ter superado foi o câncer que teve na garganta, mas foi curado por Deus. Realizou serviço voluntário na biblioteca pública Cecília Meireles (Em Mauá), para cumprir o contrato com a faculdade, precisou mudar de instituição devido a distância de sua casa, e entrou para uma Associação de bairro na qual, ainda realiza as atividades voluntárias (auxílio a instituição a atender a comunidade carente). Trabalhou na Escola Municipal Cra Coralina lecionando a disciplina de fotografia no Programa Mais Educação e no mês de setembro transferiu-se para a Escola Estadual Marlene Camargo Ribeiro, lecionando alfabetização e letramento para alunos do 9º ano, através do mesmo programa. A Primeira Carta é o seu primeiro livro. Ama escrever e ler. "É realmente fascinante o mundo que podemos construir com as palavras".

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2 comentários:

  1. Uau. Gostei muito. Não posso add mais nada na minha lista, mas se tiver uma oportunidade vou colocá-lo lá. Parece ser muito interessante.
    Beijinhos

    http://casinhadaliteratura.blogspot.com.br/

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  2. Adorei a história, já vou correr pro skoob pra colocar na minha lista de livros para ler
    se quiser passar no meu blog
    http://utopiasdegarotaa.blogspot.com.br/
    beijos

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